13/11/12

ESTADOS UNIDOS SERÃO O MAIOR PRODUTOR DE PETRÓLEO EM 2020


Plataforma marítima ...
Fonte:PÚBLICO

Por Ricardo Garcia

O mapa energético mundial vai alterar-se radicalmente nas próximas duas décadas, com os Estados Unidos a tornarem-se no maior produtor global de petróleo, segundo a mais recente avaliação da Agência Internacional de Energia.


No seu relatório World Energy Outlook 2012, a agência prevê ainda que os combustíveis fósseis vão continuar a ser a principal fonte de energia no mundo e que a Terra encaminha-se assim para um aumento de 3,6 graus Celsius na sua temperatura média a longo prazo.

A principal transformação salientada pela Agência Internacional de Energia (AIE) vem do desenvolvimento extraordinário da exploração de hidrocarbonetos não-convencionais na América do Norte – como o gás e o petróleo extraídos de formações rochosas pouco porosas (o “shale gas” e o “tight oil”) nos Estados Unidos, ou as areias betuminosas no Canadá.

O aumento do ritmo de extracção destes combustíveis tem sido classificado como a “revolução não-convencional”, com os preços a baixarem substancialmente, sobretudo o do gás, e uma reviravolta completa nas perspectivas de exploração de combustíveis fósseis sobretudo nos Estados Unidos. Até há alguns anos, a produção de petróleo no país estava a cair, fruto do esgotamento das reservas convencionais. Agora, as novas reservas já são responsáveis por 3,2 milhões de barris de petróleo por dia.

O relatório prevê que já em meados dos anos 2020, os Estados Unidos ultrapassarão a Arábia Saudita e a Rússia, tornando-se no maior produtor mundial de petróleo – um cenário até então improvável.

A subida na produção de petróleo nos EUA desde 2008 tem coincidido com uma tendência de queda no consumo. Por volta de 2030, o país deverá ser já um exportador bruto de petróleo. Antes disso, tornar-se-á exportador de gás natural a partir de 2020. Com tudo isto, os EUA serão, dentro de duas décadas, quase auto-suficientes em energia, enquanto hoje importam 20%  dos seus recursos energéticos.

“A América do Norte está à frente de uma vasta transformação na produção de petróleo e de gás, que afectará todas as regiões do mundo”, afirma Maria van der Hoeven, directora executiva da AIE, num comunicado. Uma das consequências será a alteração nos fluxos de comércio de petróleo, com 90% das exportações do Médio Oriente desviadas para a Ásia até 2035.

As necessidades energéticas do mundo vão aumentar em um terço, em relação às actuais, com a maior parte desta subida (60%) concentrada na China, Índia e Médio Oriente. Nos cenários da AIE, os combustíveis fósseis têm tudo para se manter à frente do bolo energético global, especialmente devido aos subsídios de que beneficia. Em 2011, atingiram cerca de 411 mil milhões de euros – seis veze mais do que os subsídios às renováveis, que somaram 69 mil milhões de euros.

Ainda assim, as renováveis deverão chegar à segunda posição na produção eléctrica até 2015, subindo a sua fatia de 20% para 31% da electricidade consumida. O carvão permanecerá em primeiro lugar pelo menos até 2035, com um aumento esperado de 21% no consumo, especialmente na Índia e na China. Mas responderá por apenas 33% da electricidade produzida no mundo, contra 41% em 2010.

Já as perspectivas do nuclear foram revistas em baixa, na sequência do acidente na central de Fukushima, no Japão, em 2011. Apesar de se prever um aumento de 58% na produção, as centrais nucleares responderão por 12% da electricidade mundial em 2035, contra 13% agora.


CNE COM DIFICULDADES DE FAZER CUMPRIR A LEI


Apesar do compromisso que assumiu de vir a reverter a situação, a CNE - comissão nacional eleitoral, mostra-se incapaz de accionar de intervir para a remoção do material de propaganda das ruas em Luanda e restantes partes do país.
Sede da CNE
Num lacónico despacho que fez recair sobre a reclamação da coligação, de seguida transcrito e enviado a CASA-CE através do seu mandatário, o Vice-presidente Alexandre Sebastião André, o presidente da CNE diz que há diligências no sentido de ser retirada a propaganda do MPLA, “ainda exposta” .
André da Silva Neto não diz em concreto que passos vai a CNE tomar para fazer cumprir a lei.
Á despeito de sucessivos avisos feitos pelos órgãos de Administração, sobretudo em Luanda, continua nas ruas a presença dos outdoors do partido no poder e do seu candidato.
Sobre este assunto, a CASA-CE apresentou reclamação no  dia 30 passado, com resposta da CNE á 5 do corrente mês.
“As candidaturas devem recolher os cartazes afixados para propaganda eleitoral durante o período da campanha eleitoral até 30 dias após a realização das eleições”, nº5, Art.72 da lei nº36/11, Lei Orgânica Sobre as Eleições Gerais.

12/11/12

TRES FIGURAS PROXIMAS DE EDUARDO DOS SANTOS SOB INVESTIGACAO


FONTE>Publico

Por Ana Dias Cordeiro


Manuel Vicente com destaque nesta foto, um dos investigados...
Indícios de fraude fiscal e branqueamento estão na origem de um inquérito-crime aberto pela Procuradoria-Geral da República portuguesa que visa três altos dirigentes angolanos da total confiança do Presidente José Eduardo dos Santos. A notícia foi publicada este sábado no semanário Expresso e diz respeito a Manuel Vicente, vice-presidente de Angola e ex-director-geral da empresa petrolífera nacional Sonangol, o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, e o general Leopoldino Nascimento “Dino”, consultor do ministro de Estado e ex-chefe de Comunicações da Presidência da República.

Nenhum deles é arguido ou foi ainda ouvido. Mas uma fonte judicial confirmou ao Expresso que “foi feita uma análise financeira a diversas transferências e depósitos bancários efectuados em Portugal pelos visados e foram detectados indícios suficientes para instaurar um processo-crime”.

O jornalista angolano Rafael Marques, que começou por denunciar estes casos, é ele próprio alvo de um processo por “calúnia e injúria” e deverá na segunda-feira prestar declarações em Lisboa, depois da queixa instaurada por nove generais angolanos acusados por ele de tortura nas zonas diamantíferas das Lundas, em Angola, num caso totalmente distinto. O PÚBLICO tentou contactar Rafael Marques, sem sucesso.

Os três homens próximos do Presidente Eduardo dos Santos, investigados por suspeita de branqueamento, eram, já em Setembro de 2010, citados por Rafael Marques como “o triunvirato que domina a economia política de Angola” num extenso relatório que divulgou sob o título Presidência da República: O Epicentro da Corrupção em Angola.

Um dos vários negócios que relatava era o da venda por 375 milhões de dólares de 24 por cento do capital do Banco Espírito Santo Angola (BESA) à Portmill, empresa de capitais angolanos, mantendo o Banco Espírito Santo (BES, Portugal) a sua posição de accionista maioritário com 51,94% do capital social. Na altura, para Rafael Marques, esse negócio levantava duas questões: sobre “a origem dos fundos que os militares no activo, como legítimos proprietários da empresa, desembolsaram para a realização do negócio” e sobre a eventual colocação do banco português liderado por Ricardo Salgado “numa potencial situação de branqueamento de capitais adquiridos de forma ilícita, porventura pilhados ao Estado angolano.” Quando pediu esclarecimentos ao gabinete de imprensa do BES, o jornalista não obteve respostas.

Não é certo que seja este o negócio a levantar as suspeitas no DCIAP. Mas o conjunto dos casos relatados no relatório e o depoimento de Rafael Marques em Lisboa podem ter contribuído para a investigação que levou o Departamento de Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) a abrir uma averiguação preventiva. Manuel Vicente disse ao Expresso que todos os seus investimentos em Portugal estão “perfeitamente documentados junto das autoridades competentes” e adiantou, sobre o processo-crime, não ter sido notificado nem saber “o que se passa”.

RAFAEL MARQUES DEPOS SOBRE FILHAS DE PRESIDENTE ANGOLANO

FONTE>Publico

Por Ana Dias Cordeiro
Rafael Marques, jornalista e activista civico...
Rafael Marques há muito tempo que investiga os negócios da família do Presidente de Angola Rafael Marques há muito tempo que investiga os negócios da família do Presidente de Angola (Daniel Rocha)
Filho de José Eduardo dos Santos vai dirigir Fundo Soberano das receitas do petróleo de Angola para investimentos no exterior.
O inquérito-crime aberto pela Procuradoria-Geral da República em Portugal que visa figuras muito próximas do Presidente de Angola José Eduardo dos Santos começou com uma denúncia de um cidadão angolano em Portugal. Seguiram-se depoimentos prestados, no início deste ano, pelo jornalista angolano Rafael Marques, que há muito investiga os negócios da família do Presidente.
Em Julho, o jornalista foi informado pela Procuradoria-Geral da República em Portugal de que tinha sido aberto um inquérito-crime no seguimento dos seus testemunhos; na altura não terá ficado especificado contra quem.
Na edição deste sábado, o semanário Expresso publicou a notícia de que Manuel Vicente, vice-presidente de Angola e ex-director-geral da empresa petrolífera nacional Sonangol, o general Hélder Vieira Dias “Kopelipa”, ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência da República, e o general Leopoldino Nascimento “Dino”, consultor do ministro de Estado e ex-chefe de Comunicações da Presidência da República, estavam a ser investigados no inquérito-crime aberto pelo Departamento de Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). E não se referiu a outros nomes.
Rafael Marques esclareceu ao PÚBLICO que prestou depoimentos sobre uma série de outras pessoas, além destes três homens fortes do regime, entre as quais as filhas de José Eduardo dos Santos, Tchizé e Isabel dos Santos, esta última envolvida numa série de negócios nos sectores da banca e comunicações em Portugal.
À denúncia feita em Portugal pelo cidadão angolano, ter-se-ão seguido averiguações que levaram à decisão de abrir o inquérito-crime agora em curso. É a fase em que o Ministério Público investiga e ouve as pessoas. Quando chega ao fim do inquérito, pode arquivar o processo ou constituir arguidos os suspeitos. Neste caso, se o MP decidir acusar, o arguido pode requerer instrução e um juiz de instrução passa a dirigir o processo. É ele quem depois decide se há uma pronúncia e julgamento dos acusados ou se o caso é arquivado.
No caso destas altas figuras do Estado de Angola, trata-se de uma acção preliminar em que os responsáveis em causa podem nem ter sido contactados. Só o serão certamente se forem constituídos arguidos ou chamados testemunhas. E só serão constituídos arguidos se houver “suspeita fundada de prática de crime”.
Rafael Marques acredita que o DCIAP está a investigar “com a autonomia que lhe é devida”. Mas ressalva: “Esta acção do DCIAP poderá sempre contar com os entraves do poder executivo.”
Questionado sobre eventuais sinais de uma diferente disponibilidade de Angola para investir em Portugal, Rafael Marques lembra que Luanda criou um Fundo Soberano (das receitas do petróleo) que apresentou em toda a imprensa Ocidental, como sendo semelhante ao que existe na Noruega ou no Qatar, ou seja, como um fundo que dá todas as garantias, para atrair o interesse de potenciais clientes fora de Portugal. E mais uma vez aponta as teias que ligam os negócios à família de José Eduardo dos Santos. O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) vai ser dirigido por três pessoas, entre as quais José Filomeno dos Santos, filho do Presidente.
Nesta segunda-feira, Rafael Marques é ouvido num outro processo em que é acusado de difamação por nove generais angolanos e duas empresas de segurança que acusou de tortura e violação de direitos humanos nas zonas diamantíferas de Angola.

11/11/12

CASA-CE COMPROMETIDA COM CAUSA DOS ANGOLANOS


COMUNICADO

37º ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

1-   Por ocasião do 37º aniversário da proclamação da Independência Nacional, a CASA-CE saúda o Povo Angolano, rende homenagem à memória de todos os partícipes da luta multiforme e prolongada, que culminou com a independência nacional a 11 de Novembro de 1975 e, todos os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria que consentiram enormes sacrifícios em prol da mesma.

2-   A CASA-CE considera que os protagonistas dessa gloriosa epopeia foram angolanos oriundos de diversas regiões, estratos sociais, filiações políticas e religiosas de Angola, com relevo para os três Movimentos de Libertação Nacional: a FNLA, o MPLA e a UNITA, dirigidos respectivamente por Álvaro Holden Roberto, António Agostinho Neto e Jonas Malheiro Savimbi, subscritores dos Acordos de Alvor.
A todos esses heróis, conhecidos e anónimos, Angola deve honrar a sua memória.

3-   A CASA-CE apela a todos os cidadãos angolanos, em particular aos mais jovens, para que não aceitem a deturpação da História de Angola que nos tem sido imposta pelo regime no poder e que o legado histórico a ser transmitido às gerações vindouras, seja pautado pela verdade e não pela conveniência temporária de cariz político-partidário.

4-   A CASA-CE deplora que, volvidos 37 anos, a grande maioria do Povo Angolano ainda não usufrui dos benefícios da independência arduamente conquistada, a saber:

a)   Os angolanos continuam a ver os seus direitos políticos, económicos, sociais, culturais e liberdades fundamentais a serem contínua e sistematicamente violados.

b) Angola continua a viver sob um regime autoritário, com uma Constituição atípica e autocrática, que subverte a democracia.

c)     As riquezas nacionais servem maioritariamente os interesses de algumas famílias pertencentes a um pequeno grupo. O propalado crescimento económico não beneficia a grande maioria dos angolanos, sendo visível a exclusão e o défice de investimento no desenvolvimento humano.

d)   No quadro social, é gritante a pobreza da maioria da população e a inexistência de serviços sociais básicos, que tem como consequência a permanência de Angola nos últimos lugares no Índíce de Desenvolvimento  Humano.

5-   A CASA-CE, por ocasião de mais este aniversário, apela aos Angolanos a recusarem definitivamente o modelo de governação imposto pelo regime e a baterem-se com coragem e determinação pela mudança efectiva, consubstanciada na liberdade, na democracia, no Estado de Direito, na tolerância, na paz, na igualdade e no desenvolvimento que tenha como epicentro o cidadão angolano.

6-   A CASA-CE reitera ao Povo Angolano, o seu compromisso e firme determinação de continuar a lutar pela realização de Angola e dos Angolanos.

                                  Luanda, 10 de Novembro de 2012

TUDO POR ANGOLA
UMA ANGOLA PARA TODOS

CONSELHO EXECUTIVO NACIONAL

10/11/12

PERSEGUIÇÃO DE WILLIAM TONET SOMENTE REFORÇA SENTIMENTO DE REVOLTA...


COMUNICADO
SOBRE O CASO WILLIAM AFONSO TONET



 
Cores da CASA-CE
O Conselho Executivo Nacional da CASA-CE, reunido no dia 9 de Novembro de 2012, depois de profunda avaliação do caso que envolve o nosso companheiro William Afonso Tonet, emite o seguinte comunicado:

1-   A CASA-CE esclarece que o companheiro William Tonet é membro do Conselho Deliberativo Nacional, membro do Conselho Executivo Nacional e conselheiro do Conselho Presidencial e não Vice-Presidente como sistematicamente insistem em insinuar certos órgãos de comunicação social públicos.

2-   A CASA-CE tem vindo a seguir, com a máxima atenção, a campanha mediática em torno do cidadão angolano William Tonet, não pela importância que ela possui em si, mas sim pela deturpação e propaganda que ela encerra, na qual se coloca em causa a dignidade e a credibilidade de Instituições angolanas que deveriam merecer o respeito de todos os cidadãos e do aparelho do Estado.

3-   A CASA-CE considera que num Estado de Direito, todo o cidadão tem direito à sua vida privada, tem direito à defesa do seu bom nome, tem direito a ser considerado inocente até ser julgado e sentenciado como culpado e tem direito a uma informação que respeite os princípios do bom jornalismo e da isenção dos factos relatados.

4-   A CASA-CE, como Instituição digna da vida política angolana não aceita ombrear com outras Instituições que colocam em causa a sua dignidade e credibilidade em nome de interesses inconfessos. A sistemática ligação entre a vida privada do cidadão William Tonet com as funções partidárias que desempenha, demonstram claramente que esta campanha não visa o cidadão em causa, mas sim a CASA-CE, enquanto actor político no contexto nacional.

5-   A CASA-CE entende que o dinamismo do cidadão William Tonet e a sua defesa activa dos interesses dos angolanos preocupe o regime no poder, mas recomendamos a esses actores a não optarem pelo caminho da propaganda e da falsidade, pois os cidadãos compreendem rapidamente a sua fraqueza no debate e a sua incapacidade estratégica de conduzir o País.

6-   A CASA-CE não cederá a estas armadilhas nem será distraída na implementação dos seus princípios, defendendo o que é importante para os angolanos, como o direito à alimentação e à habitação, o acesso à água e à energia eléctrica, a defesa do futuro dos jovens e dos mais pobres, a dignificação dos veteranos da Pátria e dos ex-militares, o direito à Educação, à Saúde e à liberdade de informação.

7-   A CASA-CE, porque defende um Estado de Direito, com base nos pressupostos atrás mencionados, acredita que o cidadão visado assumirá a defesa do seu bom nome e do direito à sua vida privada, mas pretende, de forma clara, manifestar a sua total e incondicional solidariedade para com o companheiro William Tonet, pois tem de terminar definitivamente o tempo de silenciar todos aqueles que, corajosamente, se batem pela democracia, pela paz, pela liberdade e pelo respeito dos direitos consagrados na Constituição.


Luanda, 9 de Novembro de 2012

TUDO POR ANGOLA
UMA ANGOLA PARA TODOS

SECRETARIADO EXECUTIVO NACIONAL

08/11/12

FOME E MORTE NOS GAMBOS...


FAÇAM "QUARQUER" COISA !...

CRIANÇA MUCUBAL! NÃO COME TODOS OS DIAS! ELA NÃO PODE TER A MESMA ALEGRIA...
Comunidades inteiras de Mucubais da região sudeste da província da Huíla, estão a movimentar-se para localidades mais próximas dos centros urbanos, onde julgam que podem  encontrar algum  socorro.
Agora vemo-los circular também pela cidade de  Luanda, embora as  motivações fossem outras no passado, eminentemente comerciais.
A desilusão e o desespero tomam conta de muitos deles, quando chegados ás vilas dão por conta que os residentes também não têm nada.
A imagem abaixo reporta-se a um acampamento numa das aldeias do Chianje, município dos Gambos.
Dona Muahuka trata das crianças, enquanto outros membros da comunidade passam o dia numa das praças do Chianje, tentando vender alguma coisa entre artigos de olaria, como panelas de barro.
SALVEM-NOS!
Temos velhos, deficientes físicos que ficaram lá nas nossas terras, para onde gostaríamos de levar auxílio” diz desesperada.
“Na semana passada, aqui ao lado, morreu de fome um dos nossos companheiros” diz indicando o local exacto.
A seca no sul de Angola é um problema cíclico... O tratamento das suas consequências requer intervenção mais  estrutural do que paleativa, como aquela que está tendo lugar, segundo alguns órgãos de comunicação que  consiste fundamentalmente na distribuição de alguns gãos pelo MINARS.

A seca é um problema que se  agrava pela situação das mudanças climatéricas, sublinha um ancião por nós entrevistado.
O problema afecta as províncias do Namibe, Cunene e Huíla. Em Quilengues está a morrer gado. Nalguns casos tem que ser vendido á preços muito baixos (AKZ 11 000,00) diz Essako, um criador de gado emigrado do Camucuio vizinha província do Namibe, para Quilengues.
Pelo menos 10 cabeças morrem/ curral.
Piôr do que isso, as mortes e de um modo geral as consequências desta calamidade têm lugar perante o olhar silencioso dos decisores.
Descrever o cenário dramático pelo qual passam os nossos compatriotas, é um exercício de grande ousadia! Não se pode contrariar a versão oficial de que as coisas   marcham  bem em  Angola. A economia é das que mais cresce no mundo...e agora está constituído o Fundo Soberano, para administração das receitas do petróleo, etc. 
Não fosse o atrevimento do prelado da diocese local, não se saberia nada sobre este processo de exterminação silenciosa dos autótenes .