30/09/13

NAO HAVERÁ DEMOCRACIA EM ANGOLA ENQUANTO NAO HOUVER PLURALIDADE NA IMPRENSA



I JORNADAS  PARLAMENTARES
(cidade do Uíge)

27 SETEMBRO 2013

Comunicação do Presidente Abel Chivukuvuku

Excelentíssimo Presidente do Grupo Parlamentar da CASA-CE, distintos membros de Direcção da CASA-CE, convidados, minhas senhoras, meus senhores. Não se trata de um discurso como aqui foi dito, mas sim de breves palavras.
Presidente da CASA-CE (Foto arquivo)
Primeiro para agradecer todos os presentes que disponibilizaram o seu tempo precioso para estar aqui connosco e trocarmos impressões. Agradecimento especial para os nossos convidados estrangeiros aqui presentes, o Dr. José Domingos Manuel, Vereador da Camara Municipal de Moçambique; o Dr. Francisco Fernando Tavares, Presidente da Camara Municipal de Santa Catarina – cabo-verde e a Dra Dyelle de Sousa Menezes, da “Associação Contas Abertas” do Brasil. Vieram de seus países, atravessaram oceanos, voaram pelos ares e vieram aqui disponibilizando-se para compartilhar connosco seus conhecimentos e suas experiências. Os nossos agradecimentos. Espero que tenham se sentido bem no nosso seio, em amizade e harmonia. Os nossos agradecimentos são extensivos aos preletores nacionais: o Dr. Marcolino Moco; o Dr. Carlos Rosado; o Dr. Neto Figueiredo, a Dra. Liliana Estrela “de nacionalidade portuguesa” e o Dr. Belarmino Jelembe.
Também, uma palavra de agradecimento a todos os companheiros que vieram das distintas províncias do país, em especial os secretários executivos provinciais de Cabinda, Zaire, Malange, kuanza-norte, Luanda e Huambo. Para vós, o nosso abraço, o nosso agradecimento.
Aplausos
Gratos pelo trabalho que foi feito pela Equipa Organizativa, os próprios deputados e espero que todas as pequenas falhas que tenham ocorrido, tenham sido relevadas porque num Evento como este numa província como a do Uíge, onde os serviços são escassos e difíceis, há sempre uma coisa que passa. Portanto, meu pedido de desculpas em nome do Grupo Parlamentar para qualquer falha que possa ter ocorrido por causa dos trabalhos que estamos aqui a realizar.
Continuo a felicitar os deputados por terem tomado a iniciativa de fazerem estas 1s Jornadas Parlamentares da CASA-CE, sob o lema: “Por uma Deputação ao Serviço do Cidadão”. Espero que durante estes dias tenham desenvolvido um exercício de Introspecção e de Balanço do 1° Ano Legislativo desta Sessão Parlamentar e espero também que tenham criado a perspectiva e as bases para aquilo que será a prestação da CASA-CE no próximo ano Legislativo.
Como todos sabemos, concordamos durante o 1° Congresso Extraordinário num Quadro Estratégico que deve conduzir as nossas actividades em todos os níveis. O primeiro como sendo: Participação qualitativa. Somos ainda uma pequena organização e a nossa afirmação, o nosso serviço ao cidadão tem de estar directamente ligado a qualidade da nossa participação. 
Oito deputados, não contará o voto, mas contarão as iniciativas legislativas, contarão as actividades de defesa do interesse do cidadão permanentemente; contará a defesa da legalidade e da Constituição, para que o cidadão sinta que os deputados estão lá em nome do cidadão e para o cidadão.
Aplausos!
Como organização todos nós concordamos no I° Congresso Extraordinário que o segundo eixo tem de ser mesmo Crescimento, para que nos próximos desafios, a CASA-CE deixe de ser um fenómeno existente e passa a ser um fenómeno determinante para a vida política nacional.
Aplausos!
Para sermos fenómeno determinante na vida política nacional, temos de estar em condições para sermos um factor que determina a Agenda Politica Nacional. Só assim Seremos úteis aos nossos cidadãos e só assim corresponderemos eventualmente às expectativas deste cidadão que tanto sofre.
A terceira dimensão que todos concordamos, é a transformação. Todos concordamos que temos a responsabilidade de oferecer ao cidadão um instrumento perene para o futuro. Por isso, como as coligações são do ponto de vista clássico, exercícios pontuais, concordamos que não fizemos a CASA para um exercício pontual, mas sim para a historia, para as próximas gerações, por isso estamos neste processo de transformação que vai fazer da CASA-CE até ao ano 2016 num Partido Politico, que deixa de ser, Convergência Ampla de Salvação de Angola – Convergência Eleitoral, passa ser apenas Convergência Ampla de Salvação de Angola.
Aplausos!
Felicito o Vice-presidente Manuel Fernandes, simultaneamente Presidente do PALMA que assumiu com coragem e determinação a sua responsabilidade de fazer o Congresso do Palma, um dos Partidos constitutivos legalmente da CASA, onde reafirmaram a aceitação do processo de transformação.
Aplausos!
Teremos durante o mês de Outubro, mais tardar durante o mês de Novembro, o Congresso do PPA, do senhor Presidente Felé António também aqui presente e como sempre, temos confiança plena, tal como o Presidente Manuel Fernandes cumpriu a palavra do seu compromisso, o Presidente Felé António assim fará e pode contar com o total apoio dos dirigentes da CASA.
Aplausos!
Neste contexto, o Calendário Político da CASA estruturou que os outros dois Partidos farão os seus congressos no contexto da transformação durante o primeiro trimestre de 2014 e mais uma vez também expressamos aqui a nossa total confiança aos nossos companheiros com os quais criamos a CASA e vamos continuar a construir a CASA.
Aplausos!
O quarto elemento da nossa opção estratégica é a consolidação das nossas estruturas. Não podemos simplesmente existir. Temos que existir, ser funcionais e termos altos níveis de produtividade. Estar permanentemente com o cidadão, ouvir o cidadão, transmitir confiança ao cidadão e por isso todas as nossas estruturas têm de cumprir com este papel de sermos uma organização funcional e eficaz nos próximos tempos para quando chegarmos em 2015 eventualmente no desafio autárquico estejamos em altura de ter uma máquina que possa corresponder aos desafios que teremos nessa altura.
Estes são os quatro elementos da estratégia fundamental aprovada durante o Congresso Extraordinário que a CASA realizou em Abril deste ano.
Estamos perante grandes desafios do nosso país. A CASA-CE tem de reafirmar o seu compromisso para com o cidadão, estar a altura dos desafios que o país enfrenta. O primeiro desafio para os próximos tempos que angola tem e muitas vezes passa por despercebido é o dever e a obrigação de contribuirmos para a estabilidade deste país. Todos nós conhecemos os caminhos que o país trilhou no passado, temos de garantir que o país seja estável, mas a estabilidade do país não depende de alguém que tenha poder autoritário e sente que a estabilidade repousa no seu papel. A estabilidade depende de instituições fortes, legítimas e funcionais e de processos políticos credíveis e também realizados com patriotismo. A estabilidade depende disso. Nós CASA temos que ajudar a contribuir para que as nossas instituições politicas sejam efectivamente credíveis, funcionais e legítimas.
Na Assembleia Nacional, o Governo, os tribunais, cada um cumpra com o seu papel constitucional e assim serão instrumentos para a estabilidade. Os nossos processos políticos, isto é as nossas eleições, o nosso exercício politico, o respeito das normas constitucionais da funcionalidade das instituições, todos eles têm de ser credíveis e previsíveis, só assim é que seremos instrumentos de garantia da estabilidade do nosso pais.
Aplausos!
O segundo desafio é a necessidade de aprofundamento do processo nacional angolano.
Até hoje temos de facto Democracia de júri, constitucionalmente estabelecida, mas na prática, ainda estamos muito longe.
Nós CASA, temos de continuar a defender que só há Democracia, la onde houver liberdade. No nosso caso há ainda muitos cidadãos pelo pais fora cuja Liberdade é pisoteada, a sua vida é por coerção, por isso a CASA-CE tem a obrigação de contribuir para que os cidadãos sintam-se efectivamente livres, em termos  de totalidade das suas liberdades, seja liberdade de opção, liberdade de reunião, liberdade de manifestação, liberdade de expressão, para que assim possamos construir uma verdadeira Democracia.
Aplausos!
Não teremos Democracia se o pluralismo político não for efectivamente garantido. Neste momento de Juri, esta estabelecido, mas precisamos todos de contribuir para que o pluralismo politico seja um dos atributos da nossa Democracia. É um grande desafio para todos e talvez o maior neste momento no que diz respeito ao processo Democrático.
Para que tenhamos um espaço politico efectivamente aberto, não podemos ter órgãos de comunicação social do Estado completamente manipulados.
Aplausos!
Não haverá Democracia enquanto as vozes diferentes não poderem se exprimir no espaço político nacional. Não haverá democracia efectiva enquanto a TPA não der espaço a todas as vozes do país; enquanto a Rádio Nacional não der espaço a todas as vozes diferentes deste país; enquanto o Jornal de Angola só veicular as posições e os pontos de vista de um Partido e de um Governo. E por isso tem de ser mesmo os nossos esforços por vias legítimas e se necessário for irmos à rua. Pois não podemos ir mais até as próximas eleições com o espaço politico nacional completamente fechado. Não pode ser.
Aplausos!
Em Democracia, os processos eleitorais tem que ser mesmo periódicos, livres e justos. Por uma palavra, previsíveis. Toda a gente tem de saber o que vai acontecer, quando vai acontecer e como vai acontecer.
Não podemos aceitar que tenhamos um debate interminável à volta de questões como: se haverá ou não haverá eleições autárquicas. Os actores têm de ter uma ideia do que acontece para que possam preparar-se para aquilo que vai acontecer. Portanto, eleições periódicas, previsíveis. Toda a gente tem de saber com antecedência no ano tal, no mês tal teremos isso e será feito da maneira Xis. Neste aspecto a CASA-CE tem que se preparar para ser um instrumento também para clarificar a Agenda Politica Nacional no que diz respeito as eleições autárquicas. Virei depois para isso.
Espero que em 2017 não tenhamos outra vez que discutir a qualidade das nossas eleições. Só evoluiremos se de processo em processo houver melhoria qualitativa. Se estivermos estagnados, não estaremos a cumprir o nosso papel de providenciar aos nossos cidadãos, previsibilidade e certezas. Também, para um processo democrático sério e amadurecido, precisamos de uma Administração apartidária; precisamos de uma Justiça Independente e de órgãos de Defesa, de Segurança e de Ordem Pública apartidários. Estes são os atributos mínimos necessários para que o nosso processo democrático possa evoluir positivamente.
Voltando para a questão das autarquias. É lamentável que estejamos perante um discurso confuso e difuso por parte das estruturas do Estado, particularmente do Ministro da Administração do Território a quem incumbe a responsabilidade de clarificar isso. Portanto, urge que todos saibamos: vamos ter ou não; quando será as Eleições Autárquicas. Se não querem, tenham a coragem de dizer ao país: Nós, MPLA temos medo do cidadão e não queremos Eleições Autárquicas.
Aplausos!
É papel dos partidos da oposição e da sociedade civil fazer um esforço de levar o governo a clarificar esta Agenda. Nós CASA-CE tomamos a iniciativa de procurar em diálogo com todas outras organizações políticas e juntos contribuirmos para esta clarificação.
Estamos agradecidos pela vontade de algumas forças políticas que iniciaram connosco este debate e este diálogo. Entendemos a hesitação de outros. Estamos ainda assim abertos para aqueles que acham que este debate deve ser feito só no âmbito parlamentar. Continuaremos o debate com aqueles que estão disponíveis, mas estamos abertos para aqueles que querem fazê-lo só no âmbito parlamentar.
A CASA tem que ter dois tempos no que diz respeito a problemática das autárquicas. O primeiro tempo que é o exercício de levar a clarificação da Agenda Politica relativamente as autárquicas, levar o Governo, levar o Partido maioritário à determinarem a sua posição e ficar clarificado, mas o segundo passo é nós próprios nos prepararmos para este desafio. Mas, por nossa iniciativa, gostaria que pudéssemos também ter uma Agenda comum para o desafio autarca. O objectivo é quebrar a hegemonia do Partido maioritário no que diz respeito a Administração Local. Se não conseguirmos criar esta Agenda comum das eleições autárquicas, nós CASA temos de estar preparados para este desafio. E temos que lançar o repto aos cidadãos.
Para nós CASA, sobre as autarquias é uma questão de cidadania. Por isso vamos mesmo lançar o cidadão para as eleições autarcas. Vamos aceitar cidadãos que não sejam da CASA, que sejam  independentes, desde que reúnam alguns critérios: idade, acima de 25 anos; postura patriótica e cívica aceitável e recomendável; residentes lá onde querem ser candidatos; que sejam conhecidos e sejam apreciados, nós CASA vamos nos preparar para aceitar estes cidadãos, mesmo se quiserem ser independentes, nós somos abertos, por isso é que somos Convergência para que aqueles cidadãos, não sendo membros da CASA, mas residentes nos municípios onde querem concorrer, se estiverem a altura, vão ser candidatos nas listas da CASA-CE.
Aplausos
Outro desafio para Angola tem a ver com a qualidade da Governação. Não acredito que enquanto o actual Regime vigorar haverá mudança qualitativa na governação. Haverá discursos bonitos, mas continuará a má gestão, continuará a corrupção, o clientelismo e continuará o saque ao Erário Público. Por isso, a CASA tem que assumir o papel de se preparar e providenciar ao cidadão um novo modelo de governação, para que entendamos que, como governantes, não somos cidadãos diferentes dos outros; somos cidadãos comuns, com responsabilidade temporária para gerirmos recursos de todos, em nome de todos e para todos os cidadãos.
Aplausos
Nunca será governação patriótica e na CASA temos que nos preparar para nunca aceitar se governação significar, servir a nós próprios. Temos felizmente crescimento económico, resultante fundamentalmente de um conjunto de circunstâncias ligados ao facto de ter subido exponencialmente a produção petrolífera no nosso pais num momento em que nos mercados internacionais os preços também subiram. Houve crescimento económico.
Reconhecemos também com honestidade que houve melhoria em algumas dimensões das infraestruturas do país. Mas também somos obrigados a reconhecer que o nosso cidadão continua fundamentalmente pobre. A maioria dos angolanos é pobre, só não vê, só não constata quem não sai da baixa de Luanda e quem não sai de Talatona.
Aplausos!
Aqueles que quando vão as províncias, aterram com avião, reúnem no Palácio ao fim do dia pegam outra vez o avião e voltam para Luanda, nunca terão a ideia o que é a realidade do nosso país.
Aplausos!
Quem anda pelo país, de lés-a-lés por estes bairros, por estas nossas aldeias e bualas todos os dias, sentirá que tem o dever de fazer alguma coisa. São cidadãos com os mesmos direitos que nos e também merecem as mesmas condições de vida, daquilo que nos próprios usufruímos.
Companheiros, temos que incutir em nós próprios o sentido do dever e da responsabilidade, mas isso tem que advir da nossa constatação que este país precisa desta mudança. E que a CASA tem a obrigação de contribuir para que esta mudança possa verdadeiramente ocorrer. Mas ocorrer no nosso tempo para que possamos dizer: demos o nosso contributo na construção deste país.
“Exorto-vos a todos, cada um ao regressar ao seu ponto de trabalho, não olhe para aquilo que o outro vai fazer, pense naquilo que você pode fazer porque no conjunto do que todos podemos fazer, eventualmente será uma contribuição positiva e que ficará na história como contribuição de cidadãos comuns e simples que aceitaram o desafio e cumpriram com a sua palavra e o seu compromisso”.
Agradeço a população do Uíge que nos recebeu com carinho como sempre e também as nossas estruturas aqui no Uíge que contribuíram e permitiram que este Evento pudesse ter lugar com o sucesso comprovado. Regressemos com tranquilidade e serenidade para as nossas áreas de origem.
Aos nossos visitantes, mais uma vez os nossos agradecimentos, e esperamos que regressem bem, esperamos também que algum dia vos possamos visitar lá de onde viestes.
Considero encerradas estas 1s Jornadas Parlamentares.
Muito obrigado.




 

02/09/13

BASQUETEBOL, SACRIFÍCIO E ESPÍRITO DE CONQUISTA VENCERAM....


C  O M  U  N  I  C  A  D  O


1. A história de Angola é rica em façanhas, todas elas, protagonizadas por homens e mulheres que se distinguiram no tempo. Foi assim durante o percurso da luta pela independência do jugo colonial e  na busca da paz. Tem sido assim na luta pela instauração da democracia. Nada do que foi conquistado porém, se fez sem sacrifícios.

2. A conquista do 11º título africano de basquetebol nas adversidades em que ocorreu, é o resultado do espírito de sacrifício e de bravura dos nossos jovens.

3. Foi com muito orgulho que assistimos o passeio na quadra  da autoridade da equipa nacional de basquetebol, com particular realce para os dois últimos jogos rumo  ao título, um dos jogos foi protagonizado contra um adversário que jogou no seu próprio habitat.

4. A CASA-CE  congratula-se por isso, com este feito, e felicita os atletas, técnicos e dirigentes da selecção nacional.

5. Que o título ora alcançado, sirva para a reflexão em torno do desporto, sobretudo na mobilização de  sinergias para adopção de uma estratégia desportiva nacional coerente e consistente com a conquista, capaz de melhor potenciar as capacidade humanas dos jovens angolanos, objectivando estender ás demais modalidades, sejam elas colectivas ou individuais.

BEM HAJA !


LUANDA AOS 31 DE AGOSTO DE 2013. –


O CONSELHO PRESIDENCIAL

30/08/13

O COMANDANTE DA POLÍCIA QUE DESTRÓI PONTES



Os métodos de sabotagem institucionais e pró-MPLA de actividades políticas da oposição atingiram o seu ponto mais caricato com a destruição de duas pontes para impedir a travessia de uma caravana de cerca de 150 militantes da CASA-CE, na província do Huambo.

Testemunhas oculares, que constituíram o grupo de avanço da delegação da CASA-CE, viram o comandante municipal do Ukuma, superintendente Jorge Balú “Sankara”, munido de uma moto-serra, a serrar a ponte, enquanto um cidadão chinês o auxiliava com uma marreta. A ponte de troncos e pranchas de madeira, sobre o rio Capraia, que liga a sede municipal do Ukuma à comuna sede da Cacoma, foi assim destruída no Domingo passado, 25 de Agosto.

Os militantes da CASA-CE deveriam juntar-se a partidários seus, na Cacoma, para um acto político de massas, entretanto frustado pela destruição da ponte.

“O comandante estava trajado a civil, de camisola e chapéu a cowboy e, a princípio, julgámos que se tratava apenas de um cidadão. Mal ele viu-nos [com a aproximação da caravana da CASA-CE] entregou a moto-serra ao chinês. Eu fui ter com ele e perguntei-lhe porquê estava a destruir a ponte”, explicou o secretário provincial da CASA-CE, Pedro Cosengue.

Segundo depoimentos de vários membros da CASA-CE, o superintendente Sankara tinha, como testemunhas do seu acto, o secretário-adjunto comunal do MPLA e o soba Kamutale do Longongo Alto. Também mantinha, a uma certa distância, uma escolta de dois agentes policiais.

Fonte da administração municipal do Ukuma, contactada por Maka Angola, confirmou a iniciativa do superintendente Sankara, de destruição pessoal da ponte, mas como um acto de reabilitação. “O comandante é amigo do administrador da Cacoma, que lhe contratou para reabilitar a ponte”, disse a fonte, que prefere o anonimato.

“Não posso confirmar que o nosso comandante seja empreiteiro. Cada um pode encontrar outras alternativas de ganhar a vida, mas com o tipo de funções que ele exerce deveria ter tido mais cuidado. Quando ele viu a caravana da CASA-CE a aproximar-se, ele deveria ter-se escondido na mata. Infelizmente deixou-se surpreender. É tudo”, afirmou o alto funcionário da administração local.

Outro dirigente da administração do Ukuma, que pediu para não ser identificado, confirmou que o comandante Sankara tem utilizado a única viatura do comando municipal para transportar materiais de construção e os seus trabalhadores privados para as suas obras. “O comandante municipal da Polícia Nacional está a construir uma escola no Mundundo, como empreiteiro contratado pelo Estado, mas aqui ninguém sabe como se chama a sua empresa”, disse o dirigente.

Momentos após a abordagem do comandante pelos líderes da caravana, a viatura policial que serve de patrulheiro e carro de obras, irrompeu no local, com oito efectivos fortemente armados, para assegurar a protecção do seu comandante, o superintende Jorge Balú “Sankara”.

No entanto, quando a CASA-CE solicitou ao comando municipal da Polícia Nacional, antes da sua partida da vila de Ukuma, escolta policial para o acompanhamento da sua actividade, o oficial de serviço informou a delegação sobre a falta de viaturas e efectivos para o efeito.

A poucos quilómetros do local da ponte destruída, uma outra ponte, esta sobre o Rio Sachingongo, foi também inutilizada.

“O homem havia retirado os troncos e madeiras, mas como também precisaria passar outra vez pelo local, tinha guardado os troncos junto à estrada. Reabilitámos a ponte e passámos”, disse Pedro Cosengue.

Constituída por nove viaturas e várias motorizadas, a caravana da CASA-CE levou perto de uma hora para repor a ponte, mas uma das suas viaturas não pôde atravessar devido à sua baixa suspensão.

“Um jovem avisou-nos imediatamente sobre o autor do crime. O jovem disse-nos: ´Há um tio que fez isso e está a serrar a ponte mais à frente’. Longe de imaginarmos que era o próprio comandante municipal da Polícia Nacional”, lamentou o político.

Por sua vez, o secretário municipal da CASA-CE no Ukuma, Deódenes Moma, salientou que havia uma passagem alternativa para a Cacoma, a vários metros da ponte serrada, mas esta tinha sido propositadamente bloqueada por um camião-basculante. “Quando nos retirámos do local e regressámos à procedência, o chinês levou o seu camião e passou a haver a circulação de através da ponte alternativa”, referiu.
 
A Impunidade do Comandante

O melhor retrato que se pode apresentar do superintendente Jorge Balú “Sankara” é espelhado no tratamento que reservou a um subordinado seu, em Maio passado, que teve uma altercação com a esposa. O comandante ordenou a dois agentes, Bento e Arão, a imobilização do agente Armando Chilandala, que foi obrigado a deitar-se no chão, estirado. O agente Bento pisou-o na cabeça, enquanto o agente Arão agarrou os pés de Armando Chilandala.

Tendo por audiência os efectivos do comando municipal, o comandante Sankara tratou de surrar o agente Chilandala com uma mangueira de água, enquanto o ia molhando para causar maior dor. Ninguém impediu a brutalidade do chefe.

O referido oficial é bastante conhecido pelos seus métodos medievais de espancamento. Em Janeiro passado, o comandante Sankara zurziu as nádegas molhadas de um cidadão, conhecido apenas por Zé, que até à data presente se queixa de dores.

“Esse oficial é tão bruto que, quando ele está de serviço, não fica no gabinete, mas faz de oficial de dia para tratar pessoalmente das queixas e espancar quem ele julga ter culpa, ali mesmo na unidade”, reclamou um agente.

Maka Angola tentou, sem sucesso, contactar pessoalmente o comandante Sankara. Todavia, soube junto do comando provincial do Huambo, que as queixas apresentadas contra o comandante municipal do Ukuma foram ignoradas pelo departamento provincial de inspecção.

Fonte: MakaAngola

29/08/13

ANIVERSÁRIO DO CIDADÃO EDUARDO DOS SANTOS É ASSUNTO PARTICULAR




COMUNICADO
Sob a presidência do seu líder Dr. Abel Chivukuvuku, o Conselho Presidencial da CASA-CE reuniu-se nesta quinta-feira 29 de Agosto de 2013, na sua Sede Nacional para analisar a situação política, social e económica do país.
A reunião contou com a participação de todos os seus integrantes, tendo deliberado sobre os seguintes aspectos:
1.    O Conselho Presidencial da CASA-CE felicita o Ministério do Emprego e Segurança Social, por finalmente ter aceite a proposta da CASA-CE, apresentada aquando da campanha eleitoral de 2012, que no essencial habilita o ingresso na função pública, sem limites de idades.

2.    O Conselho Presidencial da CASA-CE deplora o uso abusivo dos meios públicos de comunicação social, feito pelo Executivo, na exaltação do aniversário do cidadão José Eduardo dos Santos, um acontecimento relevante da vida particular e não assunto de interesse do Estado angolano. Esta prática de força, sobre as respectivas redacções, contraria o discurso do próprio Titular do Poder Executivo que prometeu aquando da sua investidura, tornar a imprensa pública ao serviço do interesse público.

3.    O Conselho Presidencial da CASA-CE, condena nos mais enérgicos termos, a violência gratuita sobre os detidos das cadeias do país, com relevância o episódio da brutalidade descrita como tendo ocorrido na Comarca da Viana, onde agentes da segurança da referida unidade são vistos a cometer barbáries contra os reclusos.

3.1.        Assim, o Conselho Presidencial da CASA-CE, insta o Titular do Poder Executivo, através do departamento ministerial respectivo a responsabilizar disciplinar e criminalmente os agentes implicados neste acto abominável contra os presidiários de Viana e do país.

4.    Por outro lado, o Conselho Presidencial da CASA-CE, deplora a forma como o Executivo procura mitigar os efeitos da seca no sul do país, bem como, a propaganda e o aproveitamento político que faz, sem que no essencial, apresente uma estratégia de solução definitiva para médio e longo prazos, situação que perpetua as incertezas da vida das populações, que sobrevive graças às mãos caridosas e solidárias das pessoas singulares e colectivas.

5.    O Conselho Presidencial da CASA-CE manifesta a sua profunda preocupação pelo agravamento, um ano depois da realização das Eleições Gerais realizadas em Agosto de 2013, das condições económicas e sociais precárias impostas pelo regime à maioria da população angolana, situação contrária aos elevados índices de crescimento das receitas fiscais petrolíferas e não petrolíferas.

6.    O Conselho Presidencial da CASA-CE vem denunciar, a onda de intimidação contra os jornalistas, mediante a instrumentalização dos órgãos de justiça, particularmente da PGR que como tudo indica, tem mandato de instruir processos de delito de opinião, contra certos profissionais de imprensa.

A par disso, integrando uma estratégia de pôr em sentido os homens e as mulheres que se opõem à linha dos unanimistas, a acção da PGR, deve ser interpretada como estando em sintonia com as medidas de suspensão dos profissionais de imprensa nas respectivas redacções.

7.    O Conselho Presidencial da CASA-CE congratula-se com o Congresso Ordinário do Palma realizado no dia 24 de Agosto de 2013 e felicita todos militantes do PALAMA pelo êxito alcançado ao terem dado este primeiro passo político decidido no Iº Congresso Extraordinário da CASA-CE de Abril de 2013 e que visa agilizar as formalidades jurídicas com vista a transformação da CASA-CE em Partido Político.


Luanda, 29 de Agosto de 2013

O CONSELHO PRESIDENCIAL

09/08/13

CALULO RECEBEU CHIVUKUVUKU


Reunião com membros das autoridades tradicionais...
Abel Chivukuvuku esteve entre os milhares de espectadores que lotaram nesta quinta-feira o estádio de  Calulo, no encontro de acerto de calendário do Girabola, pontuável para a 19ª jornada, que opôs a equipa local ao Primeiro de Agosto, clube afecto as forças armadas. O resultado saldou-se no empate a um golo.
O presidente da CASA-CE  iniciou a sua visita a região na sede da capital provincial, onde se avistou com os seus responsáveis máximos, governadores e vice-governadores.
Encontro com a juventude patriótica...
Chivukuvuku recebido pelo governador Eusébio de Brito Texeira
Ido do Mussende, a caravana do presidente fez diversas paragens pelas  aldeias que encontrou no percurso até Calulo, possibilitando  auscultar as inquietações que lhe eram apresentadas.
Abel Chivukuvuku, visitou demoradamente o hospital  local no período da manhã.

08/08/13

ANGOLA PROCURA PARADEIRO DO PRESIDENTE


Jose Eduardo dos Sanots, presidente de Angola (Arquivo)
O presidente da República, José Eduardo dos Santos, encontra-se ausente do país há mais de 40 dias, sem uma explicação oficial.

Por norma, quando o presidente viaja para o interior ou exterior do país, os principais membros dos órgãos de soberania e do seu executivo perfilham-se em cumprimentos de despedida junto ao avião. O ritual repete-se no seu regresso.

A 26 de Junho passado, José Eduardo dos Santos embarcou na Base Aérea Militar nº 1, em Luanda, com destino a Barcelona. A sua viagem foi anunciada publicamente pela presidência e destacada pelos mídia estatais como “visita de carácter privado”. Em 34 anos de poder, esta é a primeira vez que Dos Santos se encontra ausente do país, de forma ininterrupta, por mais de um mês.

No ano passado, o presidente esteve em Barcelona por duas semanas, em visita privada. À chegada a Luanda, a 11 de Julho de 2012, o então vice-presidente Fernando Dias dos Santos “Nandó”, apresentou-lhe os cumprimentos de boas-vindas, com cobertura mediática. O mesmo aconteceu em 2011 e em 2009.

Estranhamente, o presidente apenas realiza ou anuncia visitas privadas a Barcelona. Será a única cidade no mundo que lhe agrada visitar?

Rumores, com origem no seu séquito, referem sempre as suas viagens à Espanha como visitas para exames ou tratamento médico. Também se diz que, em algumas ocasiões, o presidente passa apenas por Barcelona, com destino ao leste da Europa, para cuidar da sua saúde em segredo.

Em 2006, após uma fuga de informação ter gerado notícias na imprensa brasileira, a Presidência da República sancionou a divulgação da informação em Angola sobre o internamento do presidente numa clínica no Rio de Janeiro, Brasil.

A notícia indicava que Dos Santos havia tido “uma reacção alérgica ao iodo radioactivo usado como contraste num exame, mas já teve alta e está de boa saúde”.

A Angop referiu também que o Chefe de Estado padecia, há alguns anos, de uma lesão no tendão de Aquiles, do pé esquerdo.

José Eduardo dos Santos é, antes de tudo, um ser humano. É espantoso como a sua imagem foi construída como alguém que não adoece nem precisa de férias, mas apenas de visitas privadas a Barcelona.

A ausência injustificada do presidente do país é uma grande falta de respeito à sociedade angolana. É um acto de arrogância que demonstra, sobremaneira, o grau cumulativo de indiferença, apatia e ignorância que enfermam a nossa sociedade.

No entanto, o cerne da questão, sobre a ausência do presidente, pouco tem a ver com o seu estado de saúde. A preocupação deve ser mais profunda.

Estranhamente, a ausência do presidente Dos Santos gera um ambiente político sereno. O sistema de auto-gestão do seu executivo é menos danoso: “patrão fora, dia santo na loja”. A população, no geral, manifesta indiferença à sua ausência. Essa indiferença pode ser interpretada como um alívio no contexto actual em que o regime se serve apenas do Estado e trata a população, para além da necessidade do voto, como marginal.

De certo modo, a sociedade sente mais a presença do presidente em quatro vertentes fundamentais: a sua especialidade no controlo do aparelho repressivo; a sua mestria na gestão dos assuntos e fundos do Estado como actos sobre a sua propriedade privada; a sua excelência na manipulação dos jogos de intrigas políticas, sociais e económicas a seu favor; o seu poder de infiltração e corrupção de governos estrangeiros, sobretudo o português, por via da satisfação dos seus interesses económicos, para sua legitimação e protecção internacional.

Caso Angola tivesse instituições soberanas subordinadas ao Estado democrático e de direito, a Assembleia Nacional, já deveria estar a trabalhar na substituição do líder ausente.

A lei concede a todos os funcionários públicos, incluindo o mais alto magistrado da Nação, um período de férias anual de 30 dias. O presidente da República não está acima da lei, como ele próprio cinicamente faz questão de lembrar aos seus principais críticos. Do mais alto servidor público esperam-se exemplos que inspirem o escrupuloso cumprimento da lei.

Ao exceder largamente o período de férias a que tem direito, sem justificação oficial, José Eduardo dos Santos incorre no acto de abandono do lugar. Cabe ao Tribunal Constitucional, de acordo com a Constituição, verificar a vacatura do cargo de presidente da República.

Ninguém nega a Dos Santos, como qualquer servidor público, o direito de desfrutar de férias anuais. Como qualquer mortal, ninguém exige que JES seja imune a doenças e à necessidade de assistência médica.
Mas férias ou idas a médicos explicam-se facilmente. Todos os angolanos aceitariam com naturalidade a informação de que o presidente da República está enfermo. Quem está livre disso? Fazer de Dos Santos um ser mitológico como o grego Aquiles, aparentemente imune a doenças e de todo invulnerável, excepto no tendão, só provoca especulações.

A questão fundamental reside em aferir até que ponto José Eduardo dos Santos faz falta à sociedade, na condição de presidente. O fim do seu poder significaria o caos para Angola ou o início de uma nova era de liberdade e democratização efectiva?

Ao ignorar o poder dos soberanos que o elegeram, de forma atípica, José Eduardo dos Santos legitima as exigências para a sua demissão.

O país não deve continuar refém da figura do actual presidente do MPLA e da República.

Fonte: Maka Angola

07/08/13

CHIVUKUVUKU NA GABELA



É PRECISO TER FÉ, A MUDANÇA VAI ACONTECER
 
Abel Chivukuvuku cumprimenta anciã, numa das ruas do Nsumbe (Arquivo)
O presidente da CASA-CE prossegue o périplo pelo interior do Kwanza Sul, província que visita desde o começo da semana.

Abel Chivukuvuku que iniciou a sua “tournée”no Nsumbe capital da província, reuniu-se com os jovens locais de diversos extractos sociais a quem falou do “estado da Nação”.

O líder da coligação chamou atenção para a necessidade do maior activismo da juventude. “O jovem da CASA-CECE tem de ser um revolucionário” disse.

O responsável da força revelação, assegurou aos presentes que apesar do cepticismo que tomou conta de muitas pessoas, a mudança em Angola será inevitável, de forma ordeira, positiva e pacífica. “É preciso acreditar, ter Fé, ter ambição, coragem...”

Abel Chivukuvuku, numa das suas viagens ao interior(Arquivo)
O presidente Chivukuvuku criticou a corrupção reinante, a impunidade e falou do projecto de sociedade da CASA-CE, assim como fixou metas a alcançar nas vindouras eleições.
Esta movimentação do presidente e delegação que o acompanha, decorrerá ao longo desta semana.
Abel Chivukuvku deixou o parlamento, para dedicar-se a dinamização da estrutura partidária, tendo em vista os desafios eleitorais de 2015 e 2017.