05/06/12

CHIVUKUVUKU FEZ ANALISE SOBRE O PAIS



CASA-CE
Convergência Ampla de Salvação de Angola
            Coligação Eleitoral
    Sede: Rua Cabral Moncada, 179-A
                Zona Sagrada Família
                      Luanda – Angola

PONTO DA SITUAÇÃO

Considerando a conjuntura actual como denunciadora de anomalias notórias, a CASA-CE questiona o Executivo a propósito do que considera ser uma questão fundamental, nas vésperas da realização das eleições anunciadas para o dia 31 de Agosto do ano em curso, isto é, os fundamentos da própria legalidade de muitos actos que têm sido anunciados, nos últimos tempos, pelo Conselho de Ministros reunido nos dias 25  e 30 de Maio.

As promessas dirigidas a segmentos vulneráveis, como a juventude e as mulheres, esquecidos durante toda a legislatura, iniciada em 2008, constituem mais uma prova da falta de seriedade e da política de mentiras do executivo do presidente Eduardo dos Santos.

Quem não cumpriu em quatro anos, não é crível que o  faça, quando falta pouco menos de três meses, para a realização das eleições.


I – SOBRE A JUSTIÇA E O PROCESSO ELEITORAL

1 – No capítulo da justiça eleitoral é importante aferirmos estar o país sob cobertura de uma fraude institucional, superiormente dirigida e orientada por sua excelência o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, através dos seus órgãos de apoio, nomeadamente a Casa Militar, que já teve igual desempenho em 2008, senão vejamos:

a) o Presidente da República que é endeusado, ao longo de 33 anos de poder absoluto, sem nunca ter sido eleito, por ocasião do seu aniversário no dia 28 de Agosto, não teve a humildade de estadista e a visão de líder, quando decidiu marcar as eleições para o dia 31 de Agosto, três dias depois do regabofe, que se estende para lá de Setembro.
Esta é a mais lídima fraude e uma vergonha, por demonstrar estar o país carente de um presidente de todos angolanos.

b) A CASA – CE considera que o acordão da Câmara do Cível e Administrativo do Tribunal Supremo, que ditou o afastamento da dra Suzana Inglês, não constituiu uma certa independência do sistema judicial, pois o que ocorreu foi uma concertação, com o Presidente da República, que mandou abortar o seu plano de imposição, face a pressão de alguns partidos da oposição, da sociedade civil e da comunidade internacional. E se dúvidas houvesse, basta verificar, que no mesmo dia da decisão judicial, o bureau político do MPLA, minutos depois já tinha preparado um comunicado, sobre o conteúdo do acordão, o que é muito estranho, mas demonstrativo da cumplicidade;

c) A CASA – CE considera ilegal a nomeação de um presidente interino da CNE, quando o mais importante nesta altura, seria o de se regular o quadro da Comissão Eleitoral, com indicação dos prazos  para a realização do concurso, indicação, nomeação e tomada de posse, diante da Assembleia Nacional, do novo presidente da Comissão Nacional Eleitoral;

d) De facto, como é que podemos compreender que se leve a cabo um processo tão importante e delicado como são estas eleições gerais, por intermédio de organismos não consolidados, dirigidos por responsáveis interinos?
Onde é que já se viu no mundo moderno organizar-se um pleito eleitoral desta envergadura com pessoas de passagem, funcionários de substituição, interinos, à frente dos órgãos de decisão?

e) Por outra, como é que o juiz que presidiu o concurso do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) e que teve o "desplante" de indicar Suzana Inglês para presidente da CNE, violando o próprio critério estabelecido pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial na escolha do candidato a presidente da CNE,  veio depois apôr a sua assinatura na decisão da Câmara do Cível e Administrativo do Tribunal Supremo, que considerou ilegal o concurso, logo a indicação de Suzana Inglês e agora, se tenha calado, na nomeação de um presidente interino.

f) A CASA – CE denuncia a excessiva interferência do presidente da República no poder judicial, num período pré –eleitoral, principalmente quando decidiu, através da ordem do Comandante – em – chefe n.º 3/12, promover ao grau militar de general, o Presidente do Tribunal Supremo, Cristiano Augusto André. 

Por tudo isso, a CASA – CE não se conforma enquanto não obtiver respostas válidas para as questões de legalidade e legitimidade do órgão de controlo das eleições, que cada vez mais se assemelha a um antro de comprovadas irregularidades, superiormente dirigidas pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos.


II – SOBRE A ECONOMIA E SERVIÇOS

O regime do Presidente da República, demonstrando não ter uma noção de contas públicas, ao aproximarem-se as eleições veio oferecer um presente envenenado aos cidadãos angolanos, com base em financiamentos bancários, através dos bancos comerciais, dirigidos por membros do MPLA, cuja  condição essencial, é a apresentação de cartão de militante do MPLA, acrescida do cartão eleitoral e  a junção de mais 20 assinaturas;  

Os “Balcões BUE já são às dezenas”. A notícia vem estampada na página 1 do Jornal de Angola de 30 de Maio último onde se afirma também que os BUE são um estímulo para os empresários. No desenvolvimento da notícia, na página 2, vem a informação do director do Gabinete de Planificação do Governo Provincial de Luanda, militante do MPLA, segundo a qual, “as sessões de esclarecimento sobre o funcionamento dos BUE começam em Junho”. Santa batota. Se começam em Junho, as pessoas têm um mês para apresentar os processos e depois, existe a aprovação, já em Setembro, mas os dados pessoais dos candidatos a financiamento, já foram registados e utilizados a favor do partido do regime, em Agosto. 

A CASA-CE recorda que  existe  o Guichet Único de Empresa – GUE de que não se ouve mais falar! Agora surgem os “BUE” cujo funcionamento só será divulgado a posteriori. O regime mais uma vez não disse onde saiu esse dinheiro dos financiamentos de última hora, pois nenhuma rubrica desta natureza constou do orçamento geral do Estado de 2012.



III – SOBRE A MANIPULAÇÃO  ELEITORAL DO REGIME

Ciente das motivações eleitoralistas por detrás da criação dos “BUE”, e de outros acontecimentos políticos vividos no mês de Maio, a CASA-CE vem denunciar a comunidade nacional e internacional o seguinte:



a)– Se o Executivo do Presidente José Eduardo dos Santos tivesse preocupação genuína e séria em relação ao apoio que o Estado deve de uma maneira geral aos empreendedores do nosso País, ter-se-ia entregue ao exercício de aprender coisas simples com factos à vista de todos os cidadãos.

b) Os imigrantes originários da África Ocidental “semearam” nos musseques de Luanda e não só,  pequenos estabelecimentos comerciais. Esses estabelecimentos proliferaram diante da impavidez e serenidade dos responsáveis. Esta é obviamente uma área de negócio que deveria estar, se não exclusivamente, pelo menos maioritariamente nas mãos de cidadãos nacionais.

Os cidadãos estrangeiros detentores de tais lojecas vieram para Angola apoiados e financiados pelos Governos dos respectivos países. Bastava ao Executivo de Angola, caso estivesse de facto interessado em apoiar e promover os pequenos empreendedores  promover a capacidade de copiar coisas simples e úteis! Não o fez e a consequência imediata é a “zunga” e a “venda ambulante”. Como se isto, de per si, já não fosse demais, criou os chamados fiscais, agentes treinados para infernizar a vida de quem, afinal, desprotegido pelo seu próprio Estado, apenas busca formas de não sucumbir à fome.

c) Não foi necessário esperar pelo anúncio de “transformar Angola num canteiro de obras” para que alguns empreendedores montassem pequenos negócios no ramo da construção civil, como é o caso, por exemplo, da fabricação artesanal de blocos de cimento e areia. Tivesse o Executivo do Presidente José Eduardo dos Santos algum sentimento de solidariedade e um pequeno quinhão de patriotismo verdadeiro, não teria sido permitido que tais pequenos negócios fossem completa e absolutamente absorvidos por indivíduos que chegam diariamente da China. Hoje, até mesmo a exploração e venda de inertes, de cimentos etc, são  negócios nas mãos de gente chegada da Ásia em sociedades com dirigentes do MPLA.

d) O pequeno negócio no ramo dos cuidados e assistência a automóveis também já está, de forma paulatina, nas mãos das mesmas pessoas. O regime do presidente José Eduardo dos Santos, proibiu a entrada no País  de viaturas com mais de 3 anos vedando assim  a maioria pobre a possibilidade de acesso a um meio de transporte ou base para o sustento da família.

A CASA-CE compreende que as manobras eleitoralistas,  são apanágio dos regimes impopulares e anti – democráticos.  Porém, devia haver limites para essas práticas.


IV – SOBRE OS SECTORES DAS OBRAS PÚBLICAS E HABITAÇÃO

A  dificuldade vivida pelos jovens no que concerne ao acesso à habitação é uma auténtica irresponsabilidade do Executivo do Presidente Eduardo dos Santos. A esse respeito, a CASA-CE coloca a questão de forma directa e sem rodopios: a cidade do Kilamba foi construída para servir a quem? Tendo sido alegadamente construída com o dinheiro do Estado, tal cidade devia servir as necessidades dos cidadãos deste País.

 A CASA-CE insta o Executivo a esclarecer rápida e urgentemente a opinião pública nacional sobre os destinos traçados para aquela cidade sem vivalma! Isto é urgente porquanto não podemos viver num quadro em que há “casas sem pessoas e pessoas sem casas”.


O regime de José Eduardo dos Santos prometeu ao povo de Cabinda há mais de 25 anos construir um porto comercial, uma barragem hidroeléctrica, uma refinaria e outras condições de desenvolvimento regional. Até hoje nada disso foi feito e à última hora surgem promessas eleitorais descabidas, para mais uma vez ludibriarem as populações e aumentar o clima de tensão na região.

No dia 28 de Maio, o Presidente da República deveria inaugurar em Cabinda uma ponte de cais, que foi mais um barrete e exemplo de má gestão dos fundos públicos. Foram investidos cerca de 40 milhões de dólares, sendo que 20 milhões para pagar a ponte fixa de 150 metros quadrados e os restantes para uma móvel de igual comprimento. No entanto por defeito de construção, pois a sua fixação é deficiente ela não pode receber barcos de grande calado, com a agravante de não terem sido construidos esporões para controlar as ondulações marítimas.

Neste quadro, uma empresa portuguesa foi contratada para desassoreamento diário, visando preservar a ponte, com um custo diário a rondar os cerca de um milhão de dólares/dia. São gastos irresponsáveis para um empreendimento paliativo.

No domínio da energia eléctrica, a província de Cabinda continua a ser abastecida de forma deficiente por turbinas, quando bem poderia ser construída uma barragem hidroeléctrica nos rios Chiloango ou Luali, com grande caudal e com locais tecnicamente apropriados para  a contenção das águas.




V – SOBRE O SECTOR DO COMÉRCIO

A CASA – CE insta o presidente da República a justificar-se diante do povo angolano, sobre as razões pelas quais os supermercados NOSSO SUPER, foram a falência, na primeira fase, depois do governo ter investido mais de 100 milhões de dólares e haver rumores de provável distribuição dos mesmos a seus próximos.

Por este motivo, a CASA-CE pede esclarecimentos sobre a proveniência dos fundos que permitem agora a sua reinauguração com pompa e circunstância, pela ministra do Comércio, Dra. Idalina Valente, quando os fundos desta engenharia não constam do Orçamento Geral do Estado.

A CASA – CE exige que o presidente da República explique ao país, as razões porque está a levar a ruína a maioria dos comerciantes angolanos, ao entregar sem contrapartidas o comércio alimentar a uma empresa estrangeira.

 O cenário que envolveu a criação, a falência técnica e a recuperação da rede Nosso Super, dá para admitir que a criação da mesma obedeceu a um plano que já previa a sua falência para posterior oferta aos próximos do Chefe de Estado. Por isso mesmo, a CASA-CE insta o Executivo a esclarecer, sem rodeios, a proveniência dos dinheiros que permitem agora a “ressurreição” dessas lojas em vésperas de eleições.


VI    SOBRE PROGRAMA NACIONAL
DE APOIO À MULHER RURAL

A origem peri - urbana da maioria dos membros do Executivo do Presidente dos Santos deveria, supostamente, deveria ser fonte de inspiração para um melhor conhecimento da realidade no meio Rural do nosso País.  Ou seja, se o Executivo se entregasse ao trabalho de conhecer o mínimo, o que é o nosso meio rural, empreenderia certamente que acções que são exigidas por uma emergência nacional e que não se compadecem com medidas eleitoralistas para “inglês ver”!


A CASA-CE questiona o senhor Presidente da República a  responder, com visão de angolano, o seguinte:

a) a Mulher Rural afinal só desperta atenção em véspera de eleições?

b) a agricultura, o escoamento dos produtos do campo para a cidade, só são vitais, quando se quer os votos dos agricultores e camponeses?

É preciso que se tenha muito cuidado com estas brincadeiras senhor Presidente, porque as Mulheres Rurais e de uma forma geral todos os que perfazem a população do nosso meio rural, são cidadãos nacionais com noção da insensibilidade dos governantes porque vivem no dia  as vicissitudes a que têm sido submetidos ao longo dos anos.




VII – SOBRE O DECRETO  QUE CRIA O CONSELHO NACIONAL
PARA AS  PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA

À parte as pessoas que nascem com deficiências compatíveis com a vida, é do conhecimento do   comandante-em chefe  das Forças Armadas Angolanas, que a maioria dos  deficientes físicos são  antigos militares que se sacrificaram por Angola, ou vítimas directas da guerra. Logo, a CASA-CE pergunta ao Presidente: apenas agora, em véspera de eleições, é que estas Pessoas adquiriram o direito a serem tratadas como cidadãos?
Não pode e não deve o regime continuar a manipular  os sentimentos e sonhos dos angolanos apenas quando se aproximam as eleições.
A CASA – CE espera por tudo isso que os cidadãos eleitores não se deixem enganar pela postura oportunista e irresponsável do governo e  votem conscientemente. Aqueles que usam as maratonas alcoólicas e as promessas vãs, como as de um milhão de casas,  devem desta vez, em Agosto, ser colocados na oposição para respeitarem os Angolanos.

Uma Angola por Todos
Todos por Angola
Votar consciente é votar CASA – CE
Votar consciente é votar na Mudança   

Luanda, 04 de Junho de 2012


04/06/12

MPLA COM O 'LUMPENATO' NO PODER


Pelo oitavo dia consecutivo militantes  do MPLA mantêm  ocupada a sede da CASA-CE no Cazenga.

O acto, à todos os títulos reprovável, teve lugar dois dias depois de ter sido hasteada a bandeira n aquele município, o terceiro mais populoso (do ponto de vista eleitoral) a seguir ao Kilamba-Kiaxi(primeiro) e a Viana(no segundo lugar) com base nos dados apresentados pelo MAT-Administração do Território.

Uma tentativa de abordagem pacífica com responsáveis do MPLA, não procedeu na semana passada. Por alguma razão ainda não devidamente fundamentada, Dino Matross, o Secretário Geral do MPLA desmarcou o encontro que devia realizar com uma delegação da CASA-CE.
Não há sinais de que este evento venha a ser remarcado.

Aos angolanos pouco surpreende que o partido no poder se associe a práticas deste género, dadas as  suas alianças com importantes segmentos do “lumpenato ” graças ao que se tem mantido no poder pela força, desvirtuando deste modo a ordem  natural e social. Por esta razao, talvez assegure por mais algum tempo a desgovernacao do pais...

01/06/12

REUNIÃO DO EXECUTIVO DO SECRETARIADO PROVINCIAL DA CASA-CE


Aos 29 de Maio do ano em curso, o Executivo do Secretariado Provincial da CASA-CE, esteve reunido para transmissão  das recomendações saídas da I reunião ordinária do Conselho Deliberativo Nacional da CASA-CE que decorreu em Luanda sob orientação da Sua Excelência Dr. Abel Chivukuvuku, presidente da CASA-CE e candidato a presidência da Republica.

Os membros do Executivo do Secretariado Provincial da CASA-CE no Kuando-Kuabango congratularam-se com o apoio dado ao presidente da coligação como cabeça de lista nas eleições já convocadas.

Os membros deste executivo deram apoio ao companheiro Domingos Paulo Muleleno Ozono, Secretario Executivo Provincial para ser o cabeça de lista no círculo provincial do Kuando Kubango.

 Os membros do Executivo Provincial da CASA-CE, estão prontos e prometem cumprir com as orientações saídas naquela reunião do Conselho Deliberativo Nacional.

Os membros do Executivo do Secretariado Provincial da CASA-CE tomaram o conhecimento sobre o assalto a sede da CASA-CE no Cazenga – Luanda pelos militantes do MPLA, e, consideraram como uma atitude antidemocrática numa fase que se avizinha as eleições gerais. Os mesmos encorajam a direção da coligação CASA-CE para se encontrar uma solução o mais rápido possível. Também os mesmos apelam a polícia nacional para agir com transparência e não furtar das suas responsabilidades, pois a polícia é apartidária e deve estar ao serviço de todos cidadãos, tomar medidas onde existir vandalismo. Nas eleições precisamos dos polícias que garantem a segurança dos políticos e todos cidadãos. Chegou a hora de dar exemplo no mundo que somos mesmo especiais.

Viva Angola

Viva a Paz

Viva a Democracia

Viva a CASA-CE

Viva o presidente Dr Abel Chivukuvuku

Unidos construiremos uma Angola melhor para todos

Menongue, aos 29 de Maio de 2012

O Executivo do Secretariado Provincial da CASA-CE

29/05/12

ENCONTRO COM "DINO MATROSS" DO MPLA

EM CAUSA A INVASÃO DA SEDE DA CASA-CE NO CAZENGA


Bandeira da CASA-CE

Com efeito uma delegação cuja composição nao foi revelada desloca-se dentro de instantes (as 11:00 horas) a sede do MPLA, com o ponto de abordagem: a ocupaçao da sede da CASA-CE no Cazenga.
O  episódio insólito nas imediações da SONEFE terá ocorrido nesta segunda-feira entre as 8-9 horas da manhã.
Os homens tomaram de assalto as instalações que vandalizaram retirando a bandeira e outros meios materiais, á pretexto de que há 20 anos atrás, nela funcionava um escritório da OMA, braço feminino do partido no poder desde 1975.
O mesmo edifício albergou nestes anos, a sede do PALMA, um dos partidos que integra a coligação da actualidade.
A reunião de hoje acontece á pedido da CASA-CE.

28/05/12

CONSELHO DELIBERATIVO NACIONAL DA CASA-CE


Comunicado da I Reunião Ordinária

Bandeira da CASA-CE
Luanda-Sob a presidência do seu Presidente, Dr. Abel Epalanga Chivukuvuku, realizou-se aos 26 de Maio de 2012, no Salão Paroquial de S. Domingos em Luanda, a 1ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo Nacional (CDN) da CASA-CE.

A reunião, que decorreu num clima de franca camaradagem, confiança, optimismo muita fé e certeza, contou com a presença e participação de 185 membros dos 275 que estatutariamente compõem o Órgão e chegou às seguintes conclusões:

1 – Os membros do CDN congratularam-se com os resultados alcançados, mormente no referente à implantação e à criação de condições infra-estruturais em todo o território nacional e, concomitantemente, ao registo e enquadramento de novos membros.


2 – Os membros do CDN tomaram conhecimento da conclusão do processo de recolha de assinaturas para suportar a candidatura da CASA-CE às eleições gerais já convocadas para 31 de Agosto do corrente ano e felicitam os membros dos Secretariados Executivos Nacional e Provinciais, cuja dedicação foi determinante.


3 – Os membros do CDN congratularam-se com o facto da sua acção ter contribuído positivamente para que o Executivo tenha acatado as suas sugestões relativas à forma de elaboração e apresentação dos relatórios trimestrais.


4 – Com vista a assegurar um bom desempenho nas actividades de preparação da campanha eleitoral o CDN criou o seu Conselho Executivo Nacional, composto por 35 membros, que deverá optimizar a utilização dos recursos humanos e materiais de que dispõe a CASA-CE, com o objectivo de incrementar as acções iniciadas desde a proclamação da Coligação no dia 03 de Abril de 2012.

5 – Os membros do CDN ratificaram o cabeça da sua lista às eleições, o Dr. Abel Epalanga Chivukuvuku, e após análise e discussão dos critérios adoptados, indicou os cabeças das listas provinciais, cujos nomes serão anunciados no acto de entrega das candidaturas ao Tribunal Constitucional.
.

6 – Os membros do CDN tomaram conhecimento, com bastante agrado, das contribuições pecuniárias e materiais de muitos cidadãos nacionais e reteve este aspecto como o factor principal que vem determinando a rapidez e a eficácia na criação das condições infra-estruturais mínimas que aproximam a CASA-CE aos cidadãos.


A Direcção da CASA-CE, aproveita assim a oportunidade para agradecer penhorada mente a boa vontade dos cidadãos e anuncia que está aberta no Banco BIC a conta nº 72037385/10/001 para efeitos de contribuição que muitos cidadãos desejam fazer para a mudança do status político em Angola.

7 – Os membros do CDN passaram em revista a situação política nacional e constataram o seguinte:


§ O regime do Presidente Eduardo dos Santos tem-se mostrado incapaz em ultrapassar a sua natural vocação autoritária, no que seria um valioso contributo para a Democracia e que a Nação agradeceria eternamente. Muito pelo contrário, o regime adoptou e vem praticando um discurso teórico aparentemente a favor dos princípios da Democracia, com o mero objectivo de confundir a opinião pública nacional e internacional. Tal discurso contrasta, de facto, com a prática quotidiana, tal como o demonstra a mais recente, bárbara e cobarde agressão de que foram vítimas os jovens do “movimento revolucionário”, por parte das milícias privadas e ilegais, os já tristemente célebres “kaenches”, com a cumplicidade da polícia nacional. Ao mesmo tempo que repudia energicamente esta prática vil, a CASA-CE solidariza-se e curva-se perante todas as vítimas da cobarde acção.


§ Na antecâmara das eleições gerais já convocadas, os órgãos da comunicação social estatal refinaram a sua política de censura total às actividades dos partidos políticos que fazem oposição real ao regime. Para confundir uma vez mais a opinião pública nacional, alardeiam com objectivos meramente eleitoralistas a inauguração de novos postos emissores cuja linha editorial será a de sempre, servir exclusivamente os interesses do regime e calar as vozes contrárias. Entretanto, vão dizendo que tais inaugurações são um imperativo constitucional que é o direito à informação. Passam por cima do facto de a mesma Constituição estabelecer que os cidadãos têm direito a uma informação plural. A todos os jornalistas, que a CASA-CE sabe não pactuarem com esta prática de Exclusão, fica aqui a garantia de que nela encontrarão espaço para o exercício livre da sua profissão.


Sobre estes dois aspectos concretos, o CDN da CASA-CE avisa o regime instituído que fará tudo ao seu alcance para que estas manobras tenham fim imediato e conclama a juventude a continuar a cortar a cortina do medo e a continuar a luta pelos seus direitos, seguindo o exemplo dos heróis da Pátria, nos termos do que a Constituição estabelece. O regime começou já com a prática do derramamento de sangue. O CDN da CASA-CE conclama os cidadãos a impedir o prosseguimento desta prática. O CDN da CASA-CE chama a atenção dos patriotas que militam no MPLA no sentido de darem o seu maior contributo para que o caminho perigoso que o Presidente Eduardo dos Santos pretende para a Nação, seja obstruído de uma vez por todas.


§ Os membros do CDN apreciaram o 31 de Agosto escolhido como data para a realização das Eleições Gerais e consideraram ter sido este dia escolhido em razão da sua proximidade à data de aniversário de um dos candidatos, por sinal, o actual Presidente da República, cujos festejos têm merecido, infelizmente, maior destaque que as datas nacionais como o 4 de Fevereiro e o 11 de Novembro. Os membros do CDN lamentam e entendem apenas que este facto é mais um testemunho do carácter malabarista de quem governa autoritariamente o País.

8 – O CDN da CASA-CE apela finalmente e conclama todos os cidadãos a fazerem do seu voto uma arma contra a Tirania, pela Harmonia Nacional, pela Democracia e pelo Desenvolvimento.

Todos por Angola,
Uma Angola para todos!

Luanda, 26 de Maio de 2012


O Conselho Deliberativo Nacional


24/05/12

O ESTADO NA NAÇÃO, NO JEAN PIAGET-BENGEULA


O ESTADO DA NAÇÃO EM BENGUELA


BENGUELA ACOLHEU CHIVUKUVUKU

UMA CALOROSA RECEPÇÃO

Mesmo desembarcando já ao anoitecer, o homem recebeu o calor dos “kamutangres”.

Foi um encontro marcado de emoções, como documentam algumas  imagens…
Este foi o  ponto de chegada na cidade Benguela, onde
uma multidão de pessoas aguardava a delegação ...
Chivukuvuku, idem

BENGUELA ACOLHEU PRESIDENTE DA CASA-CE

Foram três dias de intenso trabalho de campo, repartidos entre contactos com a apoiantes da CASA-CE, académicos e estudantes.

A semana de trabalhos concluiu no domingo passado no Nsumbe, onde foi inaugurada a sede da organização.

Palestras  e visitas as entidades eclesiásticas locais fizeram parte da etapa final do roteiro do Presidente.

Vamos recordar aqui alguns destes momentos, captados pela câmara do Félix Miranda.
Abel Chivukuvuku, montado a moto de um dos viajantes que disfruta dos bons  tempos que o país atravessa... Nas áreas da Kanjala ...Benguela
São turistas. Percorrem o continente. Incluiram Angola no roteiro. Bem Haja a PAZ ...




23/05/12

CHIVUKUVUKU NA CLÍNICA DO PRENDA

Abel Chivukuvuku saudando alguns dos  jovens acompanhantes no recinto do hospital ...


O momento de intervenção do responsável do turno na sala de espera, onde os feridos aguardavam...

O Presidente da CASA-CE Abel Chivukuvuku encontrou-se há  instantes na clínica do Prenda, com as vítimas do ataque d’ontem no bairro Nelito Soares.

Algumas das vítimas, Banza Hanza e Jerenias Augusto ...
O responsável político foi prestar solidariedade aos jovens feridos.

Abel Chivukuvuku num dos corredores da clínica do Prenda...
A assistência no hospital do Prenda acontece horas depois de lhes ter sido negada intervenção noutro hospital público, o Américo Boa Vida onde recorreram em primeira instância.
Com membros do corpo medico. Aqui um dos responsáveis foi a sala buscar os feridos...

Banza Hanza, Gaspar Mateus Luamba e Jeremias Manuel Augusto estão entre os feridos assistidos nesta unidade hospitalar, o que aconteceu em parte devido a intervenção de Abel Chivukuvuku que mal chegou dirigiu-se aos efectivos médicos de serviço no local.
Mais de 15 homens com rostos encapuzados e transportando armas de fogo e demais objectos contundentes (paus, ferros e cabos de descarga elétrica) tomaram de assalto nesta terça-feira, a  residencia dos jovens, onde estes se encontravam reunidos.
Até ao momento nao houve nenhum pronunciamento dos orgaõs de defesa. O acontecimento está a despertar a atenção de muita gente!

Veja algumas das imagens.

22/05/12

ABEL CHIVUKUVUKU REAGE AS CRÍTICAS

 
Luanda - Tudo porque, em apenas 2 meses, a CASA-CE produz factos políticos e empreende uma aceleração na dinâmica da política angolana jamais vista, razão pela qual tem merecido admiração, mas igualmente cogitação por parte de pescadores das águas turvas, segundo Matias João.

*Félix Miranda
Fonte: Club-k.net
Abel Chivukuvuku, foto de arquivo ...

Tal como havíamos informado, em 48 horas, o Presidente da CASA Abel Chivukuvuku, acompanhado de seus Vice-presidentes Anatilde Freire Campos e Bernardo Tito, ainda de William Tonet que se juntou a caravana posteriormente, inaugurou duas sedes provinciais: Benguela aos 17 de Maio e Sumbe aos 19 do mesmo mês; visitou as futuras sedes do Lobito e Porto Amboim (20) e fez-se banhar de multidões, predominantemente jovens. Entretanto em Porto Amboim, mais de uma dezena de sobas juntaram-se ao cortejo para o abraçarem e o encorajarem.

No mesmo momento, o Vice-presidente Alexandre Sebastião André, inaugurava a sede do Kuito-Bié (19), enquanto outro Vice-presidente Manuel Fernandes, efectuava com êxito um périplo pela província do Zaire, tendo tomado contacto com a realidade CASA naquele município petrolífero costeiro, de onde rumou para conferenciar com a direcção da Convergência na sede capital provincial Mbanza Congo, para aprimorar detalhes, cuja sede, à imagem de Cabinda, Porto Amboim, Lobito e Lundas, será inaugurada, não tarda, já nos próximos dias.

Fazendo jus aos comentários em volta de um pré-balanço, não se pode exigir mais do que àquilo que estamos a ver, de uma organização política com apenas dois meses de vida. A grandeza dos edifícios inaugurados ou os por inaugurar, a correria e disputa de empresários anónimos que se predispõem contribuir com somas consideráveis de dinheiro para aluguer ou compra de edifícios e dos apetrechos que vão albergando de maneira condigna as estruturas _ refira-se, como forma de demonstrarem suas insatisfações “contra um regime que ao invés de se transformar se metamorfoseia como o camaleão, sempre contra os desígnios da maioria”, desabafou Contreiras Domingos Zinze.
A participação em massa dos cidadãos nas diversas actividades, deixa antever uma ascensão fulgurante da CASA na luta política de “Titans”, onde ao ombrear com o MPLA e a UNITA, naturalmente briga o lugar cimeiro na governação com Abel Chivukuvuku Timoneiro que vai inculcando na mente dos que o seguem e concomitantemente de todos os angolanos, “a ambição por voos muito mais altos, ao mesmo tempo que os incentiva a encetarem o combate contra o cancro do conformismo e a cultura da mediocridade que fazem bastante defeito aos angolanos”, razão pela qual o MPLA reina e impera em Angola como se de uma herdade natural partidária ou familiar fosse.
“É realmente reconfortante o mar de gente que nos vem seguindo, com particular destaque para os jovens que aspiram uma Angola Melhor e vêem em mim, o ressuscitar da esperança de que, desta vez é para valer”, disse a dado passo Chivukuvuku.
A agenda está muito preenchida e sempre na velocidade do Cruzeiro, com reuniões de direcção, como vai acontecer a do Conselho Deliberativo, para o estudo e análise dos passos dados e de outros do futuro próximo; inaugurações de sedes e preparação para as eventuais eleições gerais que todos, mais do que nunca anseiam.
Nesta empreitada quão movimentada e repleta de factos, dois assuntos dominaram em paralelo o que aqui descrevemos: a manifestação da UNITA que veio a contribuir na pressão que de todos os cantos se exerce contra o mais alto magistrado de Angola, José Eduardo dos Santos e as injunções quanto a as interrogações sobre a capacidade financeira assustadora da CASA.

Abel repete com insistência: em pleno século XXI ser contra as manifestações, não só é retrógrado, como antidemocrático; a CASA não participou na manifestação aludida para o dia 19 de Maio, tal como a UNITA não participou em nenhuma anteriormente convocada por outras forças políticas e os jovens da sociedade civil, justamente porque a CASA quer evitar desviar-se do seu percurso inicialmente projectado. Tem uma agenda, uma rota traçada e pelo curto tempo de que dispõe, não se pode distrair. Contudo, não minimiza a importância capital que tem uma manifestação, no processo de transformação das sociedades.

Relativamente aos dinheiros que tem suscitado comentários e tempestades de baixa intensidade, contudo causa primeira das proezas que vem alcançando em tempo recorde, Chivuku diz que a CASA não surgiu ao acaso, é fruto de algum tempo de reflexão e preparação factor à que se vem juntando ao longo deste curto espaço de tempo, jovens empresários patriotas que manifestam seus descontentamentos e dão a sua participação com valores que permitem a CASA protagonizar os feitos já palpáveis e apreciáveis do presente, mas de outros que advirão iguais ou superiores, daqui mais alguns dias. Aguardemos para ver e crer.

No mesmo quadro da colecta de dinheiros, CASA inovou a Conta Bancária Pública que será publicada nas próximas horas.
PRESIDENTE DA CASA-CE TRABALHOU NAS PROVÍNCIAS DO LITORAL SUL DO PAÍS

Desde quinta-feira e durante três dias aproximadamente Abel Chivukuvuku partilhou entre a cidade de Benguela e Lobito, onde contactou  responsáveis  das igrejas, estudantes e um publico entusiasta.
Em Benguela no cine Monumental presidiu fez o ponto de situaçao sobre o estado da nação . No Lobito falou aos estudantes universitarios da Lusiada.
No domingo escalou o Nsumbe onde procedeu a inauguraçao da sede provincial da coligação, entre outras actividades que levou a cabo!
Informações com mais detalhes, para seguir a qualquer instante neste canal.

18/05/12

CHIVUKUVUKU INAUGURA SEDE DA CASA-CE EM BENGUELA E KWANZA SUL



 17 Maio 2012

Benguela  - Não estariamos a exagerar se fossemos a considerar desde já a Provincia de Benguela como a Praça Forte da CASA-CE, por aquilo que nos foi dado a ver ao longo do nosso trajecto Luanda/ Benguela. A coluna motorizada saiu de Luanda pela manhã e só chegou ao Lobito pelas 19 horas. Mesmo assim, tanto ao longo do percurso, como no Lobito e a nossa chegada a Benguela cerca das 20 horas, um mundo de gente bastante representativa, não arredou o pé para aclamar aquele que já marcou espaço como “O Lider providencial” e penetrou na mente das pessoas como “a Solução do problema Angola”. 
Bandeira da CASA-CE

* Félix Miranda em Benguela

Fonte: Club-k.net

São muito poucos os dias que restam para a data quão esperada das eleições.  Como outros rivais mais próximos levam uma longa distância de vantagem, não somente por serem antigos, mas justamente por disporem de argumentos financeiros e de infra-estruturas consideráveis, Abel toma a dianteira e não desperdiça um só segundo para reapropriar-se deste tempo e assim não defraudar o entusiasmo e a enorme espetactiva de que se apoderou de grande maioria de angolanos sedentos de conhecerem novo Presidente de Angola, novos ministros, novos governadores e um Projecto de Sociedade que privilegie os angolanos e consubstancie seus métodos de selecção e atribuição de responsabilidades de Estado, na lógica da cidadania, competência e honestidade, como ele repetidas vezes tem sublinhado.

As pessoas das diversas franjas, não poupam esforços para dar o seu contributo na materialização do sonho dos angolanos, “a construção da verdadeira Pátria não exclusiva”, como disse uma jovem que insistia em beijar e tirar fotografia com “O Abel”.

De quinta 17 de Maio e sexta-feira em Benguela, Abel para além da inauguração da Sede da CASA-CE esta quinta, terá um encontro pela manhã com o Governador Provincial, e como mandam as regras, para lhe instar oficialmente da abertura do Estado- maior da CASA em Benguela.


Pelo meio desloca-se ao Seminário para trocar impressões com os seminaristas e corpo eclesiástico e visitar amigos e interessados ao projecto. Sexta-feira, em destaque o encontro com representantes da sociedade civil no auditório da Omunga em Benguela onde “CVK”, vai esplanar e debater sobre a missão da CASA-CE e o papel dos jovens nesse empreendimento. Na sua passagem de volta e para inauguração da Sede de Kwanza-sul, o Presidente da CASA, tem prevista uma mini-passeata para se apreoximar ainda mais e constatar in-toto a realidade dos lobitangas “KAMUTANGRES”.

Durante o percurso, o nº 1 da CASA-CE, experimentou e partilhou o prazer dos viajantes de motorizada de alta cilindragem, vulgo “Motares”, de viverem a paz e liberdade total na terra e entre os homens; assunto de que falaremos no próximo contacto.

15/05/12

INCURSÃO NOS ASPECTOS TECNICOS DA ANÁLISE DO DESEMPENHO DO EXECUTIVO


ADENDA

A bandeira da CASA-CE
Na secção 2.2, sobre o contexto macro-económico doméstico, o governo diz ter projectado para 2012, uma taxa de crescimento do PIB de cerca de 8,9%, com contribuição do sector petrolífero e não petrolífero de 8,5% e de 9,1%, respectivamente.

É verdade que o diagnóstico da economia mundial é reservado devido as incertezas na zona Euro, mas se assim não fosse, o PIB de Angola deveria crescer a taxa de dois dígitos, visto que o nosso PIB parte de níveis mais baixos, quando comparados com países como a China e Índia que estão a crescer a uma taxa de 8.2% e 7.0% respectivamente.
Por conta deste factor é necessário que a contribuição do sector não petrolífero seja muito maior, primeiro, por partir de uma base quase que inexistente, portanto tem maior margem de crescimento, em segundo lugar por ser um imperativo económico e nacional.
O petróleo é um recurso esgotável, explorado por uma indústria de capital intensivo e que portanto, em termos relativos cria menos empregos.
A questão que se coloca é como o governo pensa transformar recursos esgotáveis (petróleo), em desenvolvimento económico sustentável?
A CASA-CE pensa que isso só poderá ser feito investindo no recurso mais importante que o País têm: OS RECURSOS HUMANOS: OS ANGOLANOS, através de uma verdadeira diversificação da economia criando condições para um Sector Não Petrolífero (SNP) próspero, como a agricultura, os serviços, o turismo, a indústria ligeira, que são criadores de rendimento e de emprego em larga escala.

As Pequenas e Médias Empresas (PME) têm que se transformar em verdadeiros motores da economia, pois apresentar, o aumento das receitas do petróleo como prova do crescimento do SNP, não é a forma mais apropriada, por poder esconder, períodos em que houve uma melhoria da cobrança dos impostos no sector não petrolífero.

Por este motivo a CASA-CE gostaria de ver o governo a usar o número de empregos criados como evidência do crescimento do sector, mas isso só será possível através da construção de infra-estruturas estruturantes duráveis e capazes de alavancar a economia nacional, e não a construção de estradas e pontes descartáveis, barragens que praticamente não funcionam, como a de Kapanda e um deficiente sistema de fornecimento de água para a população e empresas que se limitam, na maioria dos casos, em abastecimento através de cisternas e a chafarizes.

A CASA –CE acredita que só será possível uma inversão do actual quadro, através da criação de um fundo petrolífero verdadeiramente soberano, que deveria estar sob alçada da Assembleia da República, cuja função pioneira seria a de fomentar investimentos com olhar para acautelar o amanhã das gerações vindouras. Não deve, nem pode funcionar como uma conta corrente, ou como um fundo para enrequecimento ilícito de uns poucos; filhos do Presidente da República, dirigentes do MPLA, que se transformaram do dia para a noite de proletários em proprietários mais vorazes e insensíveis que todos os empresários do tempo de Salazar.  
E como os recursos petrolíferos pertencem, não somente as gerações presentes mas também, as vindouras, o Fundo Petrolífero, na visão da CASA – CE deve ser e será com um novo governo, uma espécie de conta à prazo, melhor, um fundo para o futuro de Angola e dos angolanos.

A CASA-CE, se fosse governo criaria uma secção responsável para a promoção de amplos debates e conferências, sobre as mais diversas visões sobre o “Desenvolvimento Económico Sustentado de Angola no século XXI”, e “Qual a melhor forma de Desenvolvimento para Angola, sem petróleo”, isto tendo em conta as questões de sustentabilidade ambiental, económica, social e institucional, visando nãop somente a quantidade dos gráficos, mas fundamentalmente a qualidade de vida dos cidadãos.      

A CASA-CE vai seguir com muito interesse o evoluir dos indicadores do actual governo que tem o hábito de forjar estimativas, quando comparadas com as previsões de organizações internacionais como o FMI, Banco Mundial e dados efectivos, isto para não falar de publicidade enganosa.   
Capítulo 6.

O Sector Produtivo

No domínio do Urbanismo e Construção, o governo diz ter dedicado especial atenção ao Programa de combate as ravinas e erosão, o que é uma preocupação legitima, contudo, no âmbito da sua política de Construção, Urbanismo, Habitação e Ordenamento do território deveria abordar:

a) Infra-estruturas rodoviárias, com o concurso real e efectivo de projecto de quadros angolanos e não se orgulhar de falar de recuperação e conservação de estradas secundárias, conclusão das vias estruturantes de Luanda e instalação de iluminação pública numa extensão de 249 km, com empresas estrangeiras, quando contribui para a falência e desemprego de angolanos nas empresas Paviterra, Eurovia,. Encib, entre outras, que não recebem propositadamente obras.

Por outro lado, a CASA-CE pergunta para quando uma séria e responsável iluminação das vias públicas que a tanto tempo o povo aguarda e que deve ser providenciado pelo Estado na sua função de fornecimento de bens públicos.

Os utentes das vias rodoviárias pagam taxa de circulação, mas a maioria das nossas estradas continuam uma lástima. As vias secundárias e terciárias são vitais para uma circulação fluída, mas no entanto, vários programas foram anunciados, verbas consignadas, contratos adjudicados, mas as estradas continuam somente no papel.

O governo deve terminar a estrada Benguela – Lubango – Cunene que faz a ligação rodoviária com economias importantes da SADC como a Namíbia e África de sul.

No tocante a Habitação, continuamos a ter casas sem habitantes e habitantes sem casas. Sabemos que o projecto de 1 milhão de casas que o Presidente da República prometeu durante a campanha eleitoral de 2008, não passa de uma mera miragem. Para quando a distribuição das casas do Kilamba Kiaxi, por exemplo. Para quando a adopção de medidas que permitem acesso dos jovens e pessoas de baixa rendimentos a habitação? Até quando uma política que incentive e facilite a autoconstrução? Talvez só com um governo CASA – CE isso seja possível.

No domínio dos Transportes, o governo no seu relatório diz ter sido foi aprovado o dossier de meios de criação do sistema de transporte rodoviários de massas sem contudo dizer quando é que estes meios chegam e quais são os números em questão?

Qualquer cidade estruturada do mundo tem um sistema integrado de transportes suficientes para cobrir as necessidades dos utentes. Em Luanda e no resto das províncias do país, por exemplo, isso é feito graças aos candongueiros e kupapatas (vulgos taxi azul e branco e motorizadas) o que alimenta o nível de engarrafamento, poluição e stress.

A CASA – CE considera ingente a aplicação de um programa integrado de transportes, que inclua a solução definitiva dos transportes ferroviários e  rodoviários em qualidade e quantidade, para transportes públicos e passes subsidiados para jovens estudantes, antigos combatentes e velhos de baixo rendimento. 

No domínio dos Petróleos, o governo diz que a produção de bruto no trimestre foi de 157,6 milhões de barris, representando uma média diária de 1,7 milhões de barris (pag. 64, ponto 362) e que o preço médio do barril de petróleo bruto, cifrou-se em USD 113,23, cerca de 10,97% acima da previsão trimestral (pag.ª 5, ponto 03), mas não diz claramente quais são as diferentes fontes de arrecadação, o que seria um bom serviço prestado a transparência e a boa governação e, também, não diz claramente como é que estas receitas foram aplicadas.

A tabela sumário da aplicação das receitas necessita de mais explicitação e detalhe, porque a questão que se coloca é a forma como as receitas arrecadadas são utilizadas e investidas por formas a promover o desenvolvimento económico sustentável, que tem em conta a qualidade de vida dos cidadãos (águas potável, luz eléctrica, serviços de saúde de qualidade, etc).

No que se refere ao projecto Angola LNG, o Governo fala da dificuldade na obtenção de vistos para os funcionários do ALNG e de principais empreiteiros, quando esta é uma responsabilidade exclusiva do próprio Executivo. Portanto um governo que, promove o investimento deve encontrar vias de resolver com celeridade as questões administrativas atinentes aos vistos.

O que o governo não disse, nem quis dizer é o projecto de uma verdadeira Angolanização do ALNG, diferente de colocar uns angolanos, para a fotografia. E também não disse quantos empregos o projecto ALNG vai criar, porquanto, como atrás nos referimos, a indústria petrolífera é de capital intensivo, o que significa uma tendência da criação em termos relativos de poucos empregos.

Por outro lado, preocupa a CASA – CE saber, quais os projectos que tem o governo em carteira para investir com base nas receitas do ALNG e promover uma verdadeira diversificação da economia para sectores não petrolíferos (SNP), visando, por exemplo, criar empregos e retirar as populações do Zaire e Cabinda do desemprego e da miséria extrema a que estão votados, pese serem regiões onde se extrai petróleo.

O Governo diz estar a projectar a construção de duas refinarias; uma no Soyo e outra no Lobito. Como é sabido um investimento para ser feito deve ter ou viabilidade económica e financeira ou ser um projecto estratégico (segurança energética) ou estruturante, mas não disse, claramente, ainda como tudo está a ser feito,  com que recursos, os investidores nacionais e estrangeiros e o seu alcance a curto, médio e longo prazo.

Agora, a construção de duas refinarias quando não existe mercado interno para suprir a procura, pode significar um projecto de viabilidade duvidosa, logo é a aposta em megalomanias e a criação de elefantes brancos (indústrias imponentes mas sem viabilidade, dispendiosos, obsoletos, de difícil alienação), por serem fontes esgotáveis.

A política da CASA-CE é oposta a do actual governo,  nós advogamos menos Estado e melhor Estado. Um governo mais pequeno e mais eficiente, um governo que investe para prover bens públicos e que aposta em investimentos com externalidades positivas e com efeito multiplicador, criadores de emprego e diversificador da economia.

Todos por Angola

Uma Angola parta todos

                 Luanda, aos 14 de Maio de 2012